Os detalhes dos personagens, da música genial de Mozart, da montagem em Belém e outros detalhes importantes da ópera "Don Giovanni" foram os temas da palestra ministrada por Gilberto Chaves (e), diretor artístico do Festival de Ópera, e pelo maestro Silvio Viegas (d), regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e que está na capital paraense para reger o espetáculo, nessa quinta-feira (14), em Belém. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da rede de supermercados Líder. FOTO: ELZA LIMA DATA: 15.09.2017 BELÉM - PARÁ

Os detalhes dos personagens, da música genial de Mozart, da montagem em Belém e outros detalhes importantes da ópera “Don Giovanni” foram os temas da palestra ministrada por Gilberto Chaves, diretor artístico do Festival de Ópera, e pelo maestro Silvio Viegas, regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e que está na capital paraense para reger o espetáculo, nessa quinta-feira (14), em Belém. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da rede de supermercados Líder.

Os detalhes dos personagens, da música genial de Mozart, da montagem em Belém e outros detalhes importantes da ópera "Don Giovanni" foram os temas da palestra ministrada por Gilberto Chaves, diretor artístico do Festival de Ópera, e pelo maestro Silvio Viegas, regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e que está na capital paraense para reger o espetáculo, nessa quinta-feira (14), em Belém. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da rede de supermercados Líder. FOTO: ELZA LIMA DATA: 15.09.2017 BELÉM - PARÁ

O diretor do evento começou o encontro mostrando trechos de outras versões deste espetáculo já apresentado em teatros do mundo, para destacar a natureza de cada elemento estético, seja no sentido cênico ou musical. Don Giovanni, Donna Anna, Zerlina, Donna Elvira, Leporello, Don Ottavio, Commendatore e Masetto foram descritos a partir de sua personalidade e de como Mozart criou momentos específicos para caracterizá-los a partir de suas personalidades.
“O Don Giovanni é um personagem complexo, não consigo traduzir. É elegante e racionalista, amoral desafia as leis e os costumes sociais da época, e muda conforme as situações. Ele também tem um lado lírico e poético. Isso mostra a destreza de Mozart de lidar com os vários atores sociais. A Donna Anna é uma apaixonada por ele, mas sente ódio por não tê-lo. Já Donna Elvira é uma histérica e passa o tempo todo reclamando por ter sido enganada. Mas o ama. Don Otávio é um iludido, acredita na esposa (d. Anna). O Leporello é interessante, porque é aquele tipo de personagem muito famoso e pode acabar roubar a cena do protagonista. Ele faz as cenas cômicas e é um comentarista do enredo”, explicou Gilberto Chaves.

Ele também falou sobre Zerlina e sua juventude e inocência, Masetto, um camponês fiel e desajeitado, e destacou que o Comendador é fundamental para que a história se faça completa, com a cena final em que aparece como estátua e pede para que Don Giovanni se arrependa – mas este nega-se. Silvio Viegas comentou como isso transparece na música, algo essencialmente mozartiano.

Os detalhes dos personagens, da música genial de Mozart, da montagem em Belém e outros detalhes importantes da ópera "Don Giovanni" foram os temas da palestra ministrada por Gilberto Chaves, diretor artístico do Festival de Ópera, e pelo maestro Silvio Viegas, regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e que está na capital paraense para reger o espetáculo, nessa quinta-feira (14), em Belém. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da rede de supermercados Líder. FOTO: ELZA LIMA DATA: 15.09.2017 BELÉM - PARÁ

“Em alguns momentos, a música sai do fosso e vai para o palco, acontece lá. É parte efetiva da ação cênica. Os músicos compõem a ceia e o banquete de Don Giovanni, é tudo muito bem escrito. O que é fantástico é o ver como os vários bailes que ocorrem na casa dele, no final do primeiro ato. Mozart escreve para várias orquestras tocando ao mesmo tempo. Isso é extremante moderno e vanguardista. Só Mozart poderia escrever naquela época. As harmonias que ele consegue, a dramaticidade, é fantástico, e como isso valoriza o drama no palco”, comentou.

Para Luiz Felipe, professor de filosofia e estudante de mestrado, o evento é importante para saber mais sobre o assunto. “Gosto muito de literatura e frequento todo ano o festival. Essa é a oportunidade única de ver a ópera das óperas, que é Don Giovanni. A palestra é fundamental porque este espetáculo não fala mais exatamente como o nosso mundo, e esse momento é bom para o público entender sobre o que está sendo apresentado”, disse.

A estudante de música Márcia Coimbra toca violino desde os 9 anos na Escola de Música da UFPA. “Tenho grande interesse por Mozart e me interessa estar aqui para conferir não só a a história desta ópera especificamente, mas também os arranjos e os líricos que têm. Os cantores são muito atraentes e muito bons, bem como o maestro. A Orquestra Sinfônica também contribui muito”, analisou.

A diretora do Sistema Integrado de Teatro (SIT), Maria Sylvia Nunes, e parte do elenco, os cantores Homero Velho, Marina Considera, Kézia Andrade, Aníbal Mancinni, Anderson Barbosa e Idaías Souto também acompanharam a programação, ao lado do diretor cênico Mauro Wrona.

 

Concerto de encerramento – Dia 23/09, às 20h – Em frente ao Theatro da Paz

Informações: 4009-8750

Por Dominik Giusti

FOTO: ELZA LIMA